Colombo

Deixámos Galle bem cedinho no comboio das 7h30 esperando assim aproveitar a tarde para adiantar a compra dos recuerdos e deixar o dia seguinte para deambulação pela cidade. A viagem fez-se tranquilamente, sendo fácil arranjar lugar sentado. A trepidação do comboio e os quase 2mm de esponja que separavam o nosso traseiro do assento do comboio impediram uma soneca. O trajecto de Galle para Colombo é feito junto à costa tornando a viagem agradável. Mais próximo de Colombo deixamos de ver pequenas casas no meio de verdejante vegetação para começar a ver construções de tijolo por terminar e uma maior pobreza. Comparado com os outros locais visitados, a capital tem uma dimensão, não pela positiva, mas pelo transito caótico, avenidas largas e prédios de vários andares.
Ficámos alojados no que foi possivelmente o pior hotel de todas as férias, e apesar do átrio a brilhar que era limpo de 5 em 5 minutos, a decoração do interior e a limpeza dos quartos deixava muito a desejar. Depois de depositadas as mochilas no quarto saimos para o calor tórrido que já se fazia sentir a meio da manhã à procura locais onde pudessemos comprar algumas recordações para familia e amigos. Dia seguinte de manhã aproveitámos para conhecer o museu nacional e percorrer os jardins em redor enquanto queimávamos as últimas horas antes do voo noturno para Londres. Decidimos então mergulhar no cáotico Bazar de Colombo, onde em poucos quarteirões se vende de tudo, desde televisores a cuecos, de tecidos a camarão, de produtos para o cabelo a piassabas. Os sorrisos dos locais e gritos dos vendedores de rua animaram o final da manhã.
Pelo caminho a cruzada pelos rebuçados milagrosos levou-nos a inumeras farmácias e centros ayurvedas onde a Kiki encontrou discipulas que sabendo das caracteristicas milagrosas das dragueias rapidamente copiar o nome e partiram em busca das mesmas. Infelizmente nos inumeros locais ninguém conhecia tal pastilhada milagrosa e viemos embora de mãos a abanar. Depois de recolhermos as mochilas no hotel, partimos para o aeroporto onde nos esperava uma viagem de 11h até Londres onde nos esperava o Tiago e a Kate.
No regresso recordamos as viagens sempre animadas nos transportes públicos, as verdejantes paisagens e as águas quentes e beleza da praia de Mirissa. Tal como noutros destinos volta-se a confirmar se são as pequenas terras e o povo que melhores recordações deixam em visitas por terras distantes.










Galle

No dia da partida a vontade de deixar Mirissa era pouca. Havia algo nesta praia que nos agarrava e tal como a outras pessoas hipnotizava para que a estadia se fosse prolongando. Desconfiamos que vários viajantes parecem ter adoptado Mirissa como nova casa e em vez de uma curta paragem na praia para recuperar energia e retomar a estrada, por cá ficaram. Para escapar o calor do final da manhã decidimos acordar cedo para um último mergulho matinal antes da viagem para Galle.





Depois de uma curta viagem de tócarro chegamos a Galle, antigo porto maritimo estratégico para o controlo das rotas mercantil entre a Europa e as Indias. Inicialmente construído pelos Português e posteriormente alargado por Holandeses e Ingleses, percorremos os poucos metros que nos separada das muralhas do Forte onde ficámos alojados. Em seguida decidimos calcorrear as ruas de Galle e aproveitar para finalmente enviar os postalecos, tendo sido brindados com um posto dos correios que deve ter ficado esquecido na época colonial.



Percorrendo o interior das muralhas são visiveis inumeros edificios que mantem a arquitectura original e a grande maioria alberga serviços do estado. Por estas terras a Ana encontrou os elementos do CSI Galle em acção tendo sido convidada para participar em futuros episódios :)


Apesar da localização próxima do mar, as muralhas que protegem o seu interior de piratas e tsunamis impedem também a entrada da brisa do mar levando-nos a recolher no boteco local para fugir do calor. No dia seguinte partimos de tuk-tuk para Uwanatuna, uma praia muito turistica a poucos Km de Galle. À chegada encontramos uma praia em que apesar da destruição provocada pelo Tsunami, a construção de hoteis e restaurante foi feita ainda mais sobre a areia. Este seria o ultimo mergulho nas águas do Indico. No dia seguinte partimos para a capital, Colombo onde esperávamos comprar uns recuerdos antes do regresso a Portugal.












PitStop em Londres

Compadre Tiago,
Aceitamos a tua sugestao de nos ir buscar ao aeroporto e a almocarmos convosco.
Chegamos a Heathrow as 9 da manha, podemos ir ter a Victoria Station.
Envia email para helena.buco@gmail.com para acertarmos o encontro.
beijinhos,kiki

Preguica em Mirissa

Os dias por Mirissa sao longos e lentos passados a menos de 20 metros do mar. Apos 3 dias de luta contra os enxames de moscardos para obter a melhor sombra decidimos trocar o hotelzeco baratucho por um palacete Duplex de meia pensao. Em vez do enxame de moscas encontramos um enxame de russos que devem ter dado um pulinho ao Sul para escapar do fresquinho. O dia a dia e extremamente extenuante: acordar, deixar as toalhas na melhor sombra da praia, tomar pequeno almoco, banhoca, siesta da manha, almoco, banhoca, siesta da tarde,banhoca do por do sol, por do sol, banho agua doce, jantar, frijolada seguido de xixi e cama. La para o meio da semana partimos para Galle e depois Colombo
 
 
 
 






De molho no Indico

Apos termos absorvido o ar das montanhas e as imensas plantacoes de cha, rumamos a sul para descansar as pernas nas aguas tepidas do indico. Destino final, praia de Mirissa onde esperamos encontrar uma baia repleta de coqueiros e um mar para nos acolher.
Com o ultimo pequeno almoco com vista sobre as montanhas, descemos a cidade para apanhar o ze carioca que nos levaria rumo ao sul. Apos o embarque em andamento, conhecemos o Fangio singales cujos dotes de conducao deixavam inveja ao Schumacher. Na primeira meia hora ganhamos logo 1h30m de avanco e a viagem nada deixava a desejar a uma montanha russa no parque de diversoes, mas apos atingido o sope das montanhas a viagem foi mais tranquila. Tendo conseguido lugar na primeira fila pudemos aproveitar um pouco para encher a vista. Pouco a pouco comecamos a sentir o ar quente do indico e a vontade de molhar o corpo cansado das ultimas viagens aumenta exponencialmente. Tendo comido uns pasteis locais para enganar a fome em Matara, apanhamos novo autocarro rumo a praia. A chegada varios hoteis estavam cheios com a armada de turistas russos que emigram para escapar ao inverno rigoroso. Ao fim de varios hoteis finalmente encontramos poiso para deixar as mochilas, vestir o fato de banho e mergulhar nas ondas do mar. A praia, uma baia recortada com varios coqueiros com os quartos a poucos metros da areia tornam dificil a decisao sobre o numero de banhos diarios. Nao fossem as armadas de moscardos que no atazanam nas poucas sombras que se encontram durante as torridas tardes diriamos ter encontrado um cantinho do ceu para esvaziar a mente e encher a alma com o calor do mar e o som das ondas. Por aqui vamos ficar mais alguns dias ate rumarmos para Galle, cidade que ainda conserva muralha que defendias a cidade no tempo de dominio Portugues e Holandes.

De assinalar a ultima foto deste post - relatamos que o nosso companheiro apos um demorado banho, cobre o corpo com cremes e de seguida se protege com tao belo veu. Uma surpresa constante, este nosso companheiro.



Nos Picos D'Ella

Seguindo as boas sugestoes do Pedro e da Tita, quizemos fazer a viagem de comboio de Kandy a Ella. A tentacao de ir em primeira classe era grande, mas so havia 2 bilhetes e bons amigos nao se separam nem numa viagem de comboio.
Apos uns 30 minutos de vaguear pelas carruagens a procura de um lugar e ressabiados por alguns turistas terem arranjado lugar mos degraus das portas...eis que somos convidados para viajar no restaurante da 2a classe. E assim em carrugem privada e acompanhados por vendedores, policias, revisores, fizemos uma das viagens de comboio mais bonitas.
Nos picos de Ella, mais uma vez seguimos a sugestao lonely planet e hospedamos-nos num dos picos de Ella com vista para Ella's Rock e litle Adam's Peak. Por todos os locais por onde vamos passando somos os unicos tugas e para que nao sejamos esquecidos um dos habitantes de quatro patas deste hotel roubou uma das botas da Kiki.
A caminho de Ella's Rock conhecemos um simpatico seguranca dos campos de cha que nos guiou ate as fantasticas vistas no topo.