Os dias por Mirissa sao longos e lentos passados a menos de 20 metros do mar. Apos 3 dias de luta contra os enxames de moscardos para obter a melhor sombra decidimos trocar o hotelzeco baratucho por um palacete Duplex de meia pensao. Em vez do enxame de moscas encontramos um enxame de russos que devem ter dado um pulinho ao Sul para escapar do fresquinho. O dia a dia e extremamente extenuante: acordar, deixar as toalhas na melhor sombra da praia, tomar pequeno almoco, banhoca, siesta da manha, almoco, banhoca, siesta da tarde,banhoca do por do sol, por do sol, banho agua doce, jantar, frijolada seguido de xixi e cama. La para o meio da semana partimos para Galle e depois Colombo






Apos termos absorvido o ar das montanhas e as imensas plantacoes de cha, rumamos a sul para descansar as pernas nas aguas tepidas do indico. Destino final, praia de Mirissa onde esperamos encontrar uma baia repleta de coqueiros e um mar para nos acolher.
Com o ultimo pequeno almoco com vista sobre as montanhas, descemos a cidade para apanhar o ze carioca que nos levaria rumo ao sul. Apos o embarque em andamento, conhecemos o Fangio singales cujos dotes de conducao deixavam inveja ao Schumacher. Na primeira meia hora ganhamos logo 1h30m de avanco e a viagem nada deixava a desejar a uma montanha russa no parque de diversoes, mas apos atingido o sope das montanhas a viagem foi mais tranquila. Tendo conseguido lugar na primeira fila pudemos aproveitar um pouco para encher a vista. Pouco a pouco comecamos a sentir o ar quente do indico e a vontade de molhar o corpo cansado das ultimas viagens aumenta exponencialmente. Tendo comido uns pasteis locais para enganar a fome em Matara, apanhamos novo autocarro rumo a praia. A chegada varios hoteis estavam cheios com a armada de turistas russos que emigram para escapar ao inverno rigoroso. Ao fim de varios hoteis finalmente encontramos poiso para deixar as mochilas, vestir o fato de banho e mergulhar nas ondas do mar. A praia, uma baia recortada com varios coqueiros com os quartos a poucos metros da areia tornam dificil a decisao sobre o numero de banhos diarios. Nao fossem as armadas de moscardos que no atazanam nas poucas sombras que se encontram durante as torridas tardes diriamos ter encontrado um cantinho do ceu para esvaziar a mente e encher a alma com o calor do mar e o som das ondas. Por aqui vamos ficar mais alguns dias ate rumarmos para Galle, cidade que ainda conserva muralha que defendias a cidade no tempo de dominio Portugues e Holandes.
De assinalar a ultima foto deste post - relatamos que o nosso companheiro apos um demorado banho, cobre o corpo com cremes e de seguida se protege com tao belo veu. Uma surpresa constante, este nosso companheiro.


A preguica aliada a escassez de internet pelas ultimas paragens impediu a actualizacao atempada dos registos do trio. Aproveitamos a estadia na praia para recuperar as forcas e tambem a escrita :)
Viagem de Anuradhapura para Sigiriya fez-se num tocarro tipo carrinha com enfeites e cortinas rendilhadas para que os ocupantes possam recar o caminho todo. Paragem em Dambulla, onde tivemos que trocar que mudar para o ze carioca onde pela primeira vez sentimos o calor humano de uma viagem onde cabe sempre mais um, nem que seja pendurado nas portas. Apos uma viagem curta chegamos a vila no sope do calhau imponente.


A falta de escolha de hoteis e mesmo apos ferroz sessao negocial deu para perceber que no Sri Lanka os locais nao cedem facilmente quando e altura de espremer o turista. Dado que chegamos a meio da tarde deixamos a ascensao a Sigiriya para o dia seguinte e aproveitamos o final do dia para um passeio nas selvas que circundavam o monumento. Dia seguinte e apesar dos pequenos almocos de pao seco, partimos para conquistar.



Sigyria. No sope estendem-se inumeros jardins e lagos onde os reis de outrora deviam descansar apos um dia cansativo da porraduncha com reinos vizinhos. O calor que se sentia na altura deixava antever uma subida cansativa. Primeira parte da subida e feita por umas escadas em caracol onde, numa saliencia, e possivel observar uns frescos em excelente estado de conservacao apos milhares de anos, que retratam as concubinas do rei a servir vinhaca. Com uma escursao de americanos no nosso encalco percorremos um muro onde provavelmente deve ter sido criadoo graffiti. Conhecido por Mirror Wall, este muro supostamente continha prosas dos visitantes ancestrais. No final do muro entramos num patio onde a imponente entrada guardada pela figura de um leao. Actualmente apenas restam as garras que permitem imaginar a imponencia da entrada. Umas centenas de degraus ingremes depois atingimos o cume onde a vista era majestosa, permitindo contemplar a selva, rios e cumes a kilometros de distancia. No topo, onde o palacio do rei se erguia, apenas ficaram vestigios das contrucoes e terracos, assim como a piscina onde deviam demolhar os pes apos a subida. Apos conquistada a oitava maravilha do mundo optamos por almocar num resort pois a comida no nosso hotel deixava muito a desejar. Uma prateco de massa com direito a usar a piscina foi a recompensa da cansativa subida. Durante a tarde tivemos oportunidade de falar com o responsavel pela piscina que ao estilo local sempre prestavel estava sempre alerta para ajustar a cadeira dos utentes da piscina. De regresso ao hotel preparamos as tralhas para no dia seguinte rumar a Kandy, local de repouso do dente sagrado do Buda que segundo reza a historia os portugueses tentaram roupar e destruir mas os singaleses que ja conheciam o guna portugues, trocaram o original por uma replica nao fossem os tugas levar o dentinho como recuerdo.





Apos embarque no Porto esperava-nos pela frente uma longa jornada ate ao destino final.
Londres acolheu-nos com chuva e frio antes do merecido calor do Indico. A saida do aeroporto os provincianos apanharam o primeiro comboio que apareceu tendo assim direito a uma vuelta aos suburbios de Londres. A segunda foi de vez e apanhamos o expresso a caminho do centro de Londres.
Ja no centro de Londres aproveitamos o tempo da escala para um almocito tipo. Guisado Irlandes AKA (Ensopado de borrego) e Soufle de carne picada AKA (empadao). Para fugir da chuva apanhamos finalmente o metro a caminho de Heatrow e a viagem final para Colombo onde chegariamos 10h depois.
28 H apos saida do Porto chegamos a Colombo onde nos esperava mais 4h de viagem ate Anuradhapura. Cansados da estupada e apos um jantar diabolicamente picante rumamos ao leito que nos acolheu durante 12h embalados pelos canticos dos budistas locais.


Apos o despertar e depois de um pequeno almoco fraquito alugamos umas biclas todas tunadas e rumamos a descoberta das ruinas da outrora capital do Ceilao.



Na noite de passagem de ano cujas fotos ficam para a proxima, e apos festejos efusivos do ano novo fomos brindados, nao com canticos budistas, mas com o campeao nacional do escarranco e berreiro da prole mimada. Com sono e saude de uma farta refeicao, deixamos Anuradhapura em direccao a Sigiriya, o grande calhau do Ceilao.
